Carregador de carro elétrico já instalado: como saber se a instalação é segura

O carregador foi instalado, o carro recarrega e ninguém pensou mais no assunto. É o cenário mais comum. E é aí que muitos problemas ficam escondidos, porque um circuito mal dimensionado ou uma proteção inadequada podem funcionar por meses sem dar sinal.

Recarga é uma carga alta e prolongada. Um wallbox pode passar a noite inteira operando perto da corrente máxima do circuito, todos os dias.

Se você comprou um imóvel com carregador, herdou a instalação de outro morador ou contratou o serviço sem receber documentação, este texto é para você. Se ainda vai instalar, veja antes o nosso artigo sobre o que avaliar antes de contratar.

Sinais de que algo está errado

Nenhum desses sinais deve ser tratado como normal. Desarme recorrente raramente é "disjuntor sensível". Costuma indicar sobrecarga, fuga de corrente ou conexão ruim.

O que não aparece a olho nu

Alguns problemas só aparecem com medição. O caso mais comum é a proteção diferencial.

O DR mais usado em quadros residenciais, o tipo AC, detecta fugas em corrente alternada. O carregador, porém, tem eletrônica que pode gerar fuga em corrente contínua. Essa corrente pode comprometer o funcionamento de um DR tipo AC ou tipo A, que deixa de desarmar quando deveria.

Por isso a ABNT NBR 17019, que trata da alimentação de veículos elétricos, prevê para cada ponto de conexão um DR próprio, de no mínimo tipo A e 30 mA, com proteção adicional contra fuga em corrente contínua. Essa proteção pode ser um DR tipo B ou um dispositivo de detecção de corrente contínua, que muitos carregadores já trazem de fábrica. A função precisa constar no manual ou na ficha técnica do modelo instalado. Não pode ser presumida.

Outros pontos que exigem instrumento: continuidade do condutor de proteção, resistência de isolamento dos cabos e temperatura das conexões com o carro recarregando.

O que uma verificação inclui

A NBR 5410 já prevê que toda instalação nova ou alterada passe por inspeção visual e ensaios antes de entrar em uso. Para um ponto de recarga, uma verificação completa cobre:

O resultado deve vir em relatório, com as medições, as não conformidades e o que precisa ser corrigido. Sem números, não é verificação.

E em condomínios e empresas?

O risco cresce com a quantidade de pontos. Um prédio que começou com dois carregadores e hoje tem oito pode ter ligado os novos no mesmo alimentador, sem revisar a demanda.

Nesse caso, a verificação precisa olhar o conjunto: o alimentador, o quadro que atende a garagem e se a gestão de carga, quando existe, está funcionando de fato. Nos edifícios obrigados a ter prontuário das instalações elétricas, os novos circuitos também precisam constar nele. Explicamos quando ele é exigido no artigo sobre NR-10 na prática.

Quais documentos você deveria ter

Faltar esses documentos não significa que a instalação seja perigosa. Significa que ninguém consegue afirmar que ela é segura.

Como a RR Engenharia pode ajudar

A verificação de um ponto de recarga já instalado segue o mesmo método do nosso laudo elétrico: inspeção, ensaios e termografia conforme a NBR 5410, com responsável técnico. Atendemos residências, condomínios, empresas e eletropostos. Para começar, informe a cidade, o tipo de imóvel, o modelo do carregador e quantos pontos existem.

Fotos ajudam, desde que tiradas com o quadro fechado e sem se aproximar de partes energizadas.

Conheça o serviço de eletromobilidade da RR Engenharia ou escreva para contato@rres.com.br.

Referências: ABNT NBR 17019:2022 (alimentação de veículos elétricos) e ABNT NBR 5410:2004, seção 7 (verificação final). A aplicação dos requisitos exige consulta ao texto completo das normas, disponível no Catálogo ABNT.

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