Se você administra um prédio, uma indústria ou um estabelecimento comercial, provavelmente já ouviu pedirem o "laudo do para-raios". Esse documento é o laudo de SPDA, e ele é mais cobrado do que muita gente imagina — pelo corpo de bombeiros, por seguradoras e em renovações de licença. Neste guia, explicamos quando ele é obrigatório, o que precisa conter e com que frequência refazer.
O que é SPDA
SPDA é o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas — o conjunto que o senso comum chama de para-raios. Ele é formado por três partes: os captores (que recebem a descarga), os condutores de descida (que conduzem a corrente até o solo) e o aterramento (que dissipa a energia na terra). O objetivo é proteger a edificação, as pessoas e os equipamentos eletrônicos dos efeitos de um raio: incêndio, explosão e danos elétricos.
Quando o laudo de SPDA é obrigatório?
Não existe uma única lei nacional que diga "todo imóvel precisa de SPDA". A obrigatoriedade vem de um conjunto de fontes que, na prática, alcançam a maioria das empresas:
- Corpo de Bombeiros: o SPDA e seu laudo costumam ser exigidos no processo de AVCB/CLCB (segurança contra incêndio), especialmente em edificações de maior porte ou risco.
- Seguradoras: em caso de sinistro por descarga atmosférica, a seguradora pode negar a cobertura se o SPDA não estiver íntegro e com laudo válido.
- Órgãos ambientais e a ANP: em postos de combustível e instalações com inflamáveis, o aterramento e o SPDA são itens críticos de segurança.
- Avaliação de risco da NBR 5419-2: a própria norma define, por cálculo de risco, se a estrutura precisa ou não de proteção e em qual nível.
Ou seja: na dúvida, o ponto de partida é a análise de risco da NBR 5419, que indica objetivamente a necessidade e o nível de proteção.
O que a NBR 5419 exige
A norma brasileira de SPDA é a ABNT NBR 5419, dividida em quatro partes: princípios gerais (parte 1), gerenciamento de risco (parte 2), danos físicos e proteção da estrutura (parte 3) e proteção de sistemas elétricos e eletrônicos internos contra surtos (parte 4). Um trabalho completo cobre todas elas — não basta ter um captor no telhado; é preciso que o sistema inteiro esteja dimensionado e íntegro.
Qual a periodicidade da inspeção?
A inspeção do SPDA é periódica e a ABNT NBR 5419 define o intervalo conforme o nível de proteção e o risco da estrutura. O sistema passa por uma inspeção visual periódica e por uma inspeção completa, esta com medição de aterramento. Estruturas com risco de explosão, como postos de combustível, têm inspeção anual. Por isso, o intervalo exato deve seguir o enquadramento da edificação na norma — e, após qualquer reforma ou ampliação, a inspeção deve ser refeita.
O que o laudo precisa conter
Um laudo de SPDA com valor técnico e legal deve trazer, no mínimo:
- Identificação da edificação e do sistema, com o nível de proteção adotado;
- Verificação de captores, mastros, condutores de descida e conexões;
- Medição da resistência de aterramento com instrumento calibrado;
- Registro fotográfico das não conformidades encontradas;
- Conclusão e recomendações, com prazo;
- Responsável técnico e ART.
Sem a medição de aterramento e sem a ART, o documento perde valor perante bombeiros e seguradoras.
Como a RR Engenharia ajuda
A RR Engenharia projeta, instala, inspeciona e emite o laudo de SPDA conforme a NBR 5419, com responsável técnico — inclusive em instalações de risco, como postos de combustível. Se você precisa colocar (ou manter) o seu SPDA em conformidade, podemos fazer o diagnóstico e a proposta em até 24 horas.
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